Cavaleiro da Lua: A reviravolta inspirada nos quadrinhos finalmente aconteceu

 Cavaleiro da Lua: A reviravolta inspirada nos quadrinhos finalmente aconteceu

É possível que o quarto episódio de Cavaleiro da Lua esteja entre as melhores entradas no MCU até agora. Não só devido à sua imprevisível reviravolta no enredo, mas também devido à aventura do tipo Indiana Jones. No entanto, os diretores e escritores não seriam capazes de juntar tudo isto se não fosse o já fascinante material de origem do super-herói. Especialmente com a sua identidade renovada nos últimos anos.

O que aconteceu na Tumba

Steven e Layla lutam para encontrar o seu caminho através do deserto. Quando finalmente chegam ao túmulo, as vibrações mudam completamente para o estilo da Arca Perdida. Essas influências já tinham sido postas em prática no episódio da semana passada, enquanto Marc e Steven passeavam pelo Cairo. No entanto, ao contrário de tantos outros heróis da Marvel, que são abençoados com os seus poderes tendo algum propósito grandioso, o manto do Cavaleiro da Lua se assemelha mais a uma maldição dada a Marc por Khonshu.

Cavaleiro da Lua não é o típico enredo do MCU onde o público obtém uma história de origem simplificada. O super-herói não é assim tão claro, tanto devido às suas origens variadas na Marvel Comics como devido ao próprio Marc/Steven. Dessa forma, a reviravolta mental é a forma perfeita para o programa fazer uso disto, para capitalizar os pontos fortes do personagem como narrador pouco confiável.

A história que Marc conta a Layla sobre o seu pai ter sido morto pelo seu companheiro, que se presume ser Raoul Bushman, normalmente termina com ele sendo baleado pelo mercenário traiçoeiro apenas para ser ressuscitado pelos poderes egípcios de Khonshu. Contudo, na série o episódio deixa Marc/Steven praticamente morto a tiros, apenas para “reviver” dentro de uma instituição mental que é o cenário perfeito.

cavaleiro da lua quadrinhos

Hospital Psiquiátrico

O Cavaleiro da Lua acorda então altamente sedado, como um paciente controlado em um manicômio. Independentemente disso, na história do Cavaleiro da Lua, as coisas raramente são o que parecem ser. Uma das histórias mais conhecidas usa este cenário como talvez os estratagemas mais maléficos de Ammit para quebrar Marc/Steven.

Nos quadrinhos, o manicômio nada mais é do que uma meticulosa alucinação criada pela deusa crocodilo. Tudo isso para levar Marc a pensar que ele passou toda a sua vida preso devido à sua múltipla desordem de personalidade. A presença alterada de elementos como a transformação dos agentes Kennedy e Fitzgerald nos seus zeladores são acenos inteligentes desde a série até ao enredo dos quadrinhos.

Quando Marc acaba quebrando os grilhões desta realidade fabricada, onde Kennedy e Fitzgerald (Bobby e Billy nos quadrinhos) eram guardas e o diretor, chamado Dr. Emmit, acaba por se tornar Ammit, ele ganha então uma noção mais elevada de como tem sido realmente a sua vida desde que era criança. Dessa forma, o aparecimento da deusa hipopótamo, Taweret, sugere que a presença viva das divindades egípcias é algo que os escritores da série querem usar. Além disso, Arthur Harrow aparentemente cumpriu o seu objetivo. O que nos leva a pensar que Ammit possa de fato estar por detrás desta ilusão que irá levar o herói a descobrir mais sobre si próprio.

O que esperar dos próximos episódios

Uma coisa que devemos ter em mente é que os quadrinhos foram muito mais longe para humanizar a doença mental do Cavaleiro da Lua como algo de que Khonshu se aproveitou. Assim, a esta altura. isso parece quase uma necessidade para dar ao personagem de Oscar Isaac uma oportunidade de lutar contra os seus problemas mentais.

Pode ser difícil perceber onde os dois últimos episódios vão nos levar. Entretanto, acima de tudo, é provável que finalmente deem aos espectadores uma história de fundo adequada para Marc/Steven, cuja viagem até agora tem sido de tormento e confusão que o levou a este metafórico hospital mental. Contudo, basta lembrar que há uma hipótese de tudo isto ter sido causado por Ammit o tempo todo.

Veja também